quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Viagem interior

Entrei num território desconhecido,
lá onde sopra um vento de poder.
Traçaram-me um circulo, um espaço vazio.
Eu vou criando um espaço onde as possibilidades
são infinitas.
Entrei no circulo.
Uma estranha sensação de poder toca meu corpo,
abraça meu corpo inteiro,
envolve meu corpo inteiro.
E EU decido... EU decido!
Daqui para frente parece que vou lidando com as emoções, de maneira superior.
Quando vem o mal estar
duma emoção negativa,
atua como um sinal
despertando uma estranha sensação
de poder tranqüilo, lúcido,
automaticamente a emoção se transmuta
em inteligência,
em tranqüilidade,
essa estranha sensação envolvente
de poder lúcido,
de segurança total,
consciente de que os imensos recursos
escondidos no meu inconsciente
vão resolver a situação de maneira inspirada.
É uma sensação.
É uma sensação envolvente de inteligência
e de poder,
fluindo no meu corpo inteiro,
e enquanto meu corpo inteiro memoriza
essa poderosa sensação,
deixo fluir a música no meu corpo inteiro.
Uma emoção negativa se torna um sinal
despertando essa estranha sensação de poder lúcido.
É um sinal
que automaticamente colocame numa situação de poder
inspirado,
envolvendo meu corpo inteiro,
alegrando me em todo o meu ser,
corpo e alma, alma e corpo,
automaticamente chamando acontecimentos felizes,
acontecimentos de poder
acontecimentos de renascer....

Ame a sua criança interior

Todos nós temos no nosso interior a nossa criança. Ela está lá, ela existe e é preciso amar, cuidar e a "alimentá-la". È maravilhoso quando conseguimos entrar em contacto com ela, dizer-lhe que pode confiar, descansar, brincar porque nós estamos a observá-la e a oferecer o que mais de real existe , AMOR!
Quando a Criança Interior está prisioneira, é como termos sido roubados da nossa espontaneidade e centelha de vida. Somos Um Corpo Sem Alma. Isso poderá levar a uma série de perda de energia, a uma doença crônica ou grave. Quando a Criança Interior é ignorada separamo-nos dos outros. Eles nunca saberão quais são os nossos verdadeiros sentimentos, nunca conseguirão saber quem realmente somos. Isso tornará impossível qualquer relação verdadeiramente íntima.
Nunca conseguiremos conhecer-nos. Que perda!

Para sermos de novo um Ser Humano completo, a Criança Interior deve ser resgatada, abraçada e amada.
Criança Interior é uma poderosa presença. Vive no centro do nosso Ser. Imagina uma criança que começa a andar; saudável, alegre, feliz. Ao visualizar esta imagem na tua mente, sente a sua vitalidade. Com grande entusiasmo, explora continuamente o seu ambiente. Conhece as suas emoções (sensações) e exprime-as abertamente. Quando se magoa, chora, Quando está zangada, grita. Quando está contente, sorri ou ri às gargalhadas a partir do mais profundo seu ser. Esta criança é também altamente sensível e instintiva. Sabe em quem confiar ou não confiar. Gosta de brincar e fazer descobertas. Cada momento é novidade e maravilha. Das suas brincadeiras emana uma criatividade e vitalidade inesgotável.

À medida que o tempo passa, a criança começa a ter que prestar cada vez mais atenção às pretensões dos adultos. A voz dos “crescidos”, com as suas “necessidades” e vontades, começam a afogar a voz interior e os instintos da criança. De forma cada vez mais vigorosa, pais e professores impõe as suas leis, dizendo: “Não é assim”, “Não exprimas o que sentes”, “Não se diz”, “Não se faz”; “Faz o que nós dizemos”, “Nós, é que sabemos”. (deves esconder o que sentes, mentir...).

"Feed" your inner child

Gabriela, Gaby

Perdoar é...

Perdoar é...
Perdoar é divino,
para nós, tão difícil de executar.
Esquecer o facto, não é perdoar.
Humanos, que somos, cercamo-nos de pessoas que devemos perdoar,
e outras tantas de quem o perdão aguardamos.
Como é difícil... perdoar e se libertar.
Perdão e ressentimento andam juntos como a cicatriz e a memória da dor.

Eu acho que é preciso querer sair da rede. Entender como é inútil sentir raiva, desejar o mal, torcer contra e invocar a ira divina. Como é simplista se apegar ao “aqui se faz, aqui se paga”.
Perdoar é diferente; o perdão começa nas entranhas e não precisa ser proferido, declarado. Coisa de foro íntimo e uso interno. Unilateral

Porém é muito fácil escrever tudo isto. Ter a noção e reconhecer.
Assim que decidi por para trás o meu passado, que já não é o que sou e que não o quero viver , umas horas depois desfizeram-me o meu perdão. O que achei que tinha conseguido ao mexer em feridas sofridas
Depois de ter demonstrado que não tinha perdoado e voltar ao passado e ter dito o que já não me compete dizer, acalmei-me….e cheguei a uma conclusão.
Se eu perdoei? Tenho a certeza que não…o que me dói,pois não me libertei, o ressentimento ainda mora aqui e consequentemente a dor é vizinha.

Perdoar é divino

Um dia….

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Onde estamos?

Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia.

Onde estamos?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O que te faz feliz?

Nós humanos somos seres estranhos. Nunca estamos felizes com nada. Vivemos sempre buscando algo que não temos, e o que temos já não nos importa. Algo como: a felicidade está em um patamar acima do nosso e estamos sempre a buscá-la. Enfim, por mais que tenhamos bens, saúde, uma família, sempre falta algo. Que seja algo distante, que seja impossível, pois será isso que iremos desejar, ainda que o que precisamos, de fato, esteja ao alcance de nossas mãos.

Carros, casas, bens, dinheiro, dinheiro. Seria essa a definição ideal de felicidade? Não e a resposta não é tão simples. Para mim a felicidade não se resuma nessas coisas, em bens materias, embora estas coisas ajudem muito. Talvez, as coisas mais mais valiosas que temos são amores. Não amores carnais apenas, paixões, mas sim amores, amores pelo simples viver, do amanhecer de um dia, de uma vida envolta de prazeres simplórios, e que não são necessariamente relacionados a materiaismo. Afinal, a vida deve ser encarada como um simplicidade impressionante, porque a vida é mesmo complexa, ou somos nós que a complicamos. Mas por vezes é difícil ver simplicidade na vida, porque, aliás, a felicidade é, além de tudo, complexa.

Quando criança, eu queria ser adulto, mas por que cargas d’água hoje eu gostaria de ser criança? Por que sentimos falta daquilo que tivemos, e que sempre desejamos descartar?

Afinal, o que te faz feliz? O que nos faz feliz? O que é ser feliz? Talvez seja a esperança de saber que o amanhã poderá ser melhor, e é por isso que batalhamos hoje. É, talvez ser feliz seja isso: viver o que temos pra viver da maneira que podemos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Qual a idade para ser feliz?

Existe somemente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa

A vida num instante...

De um momento para o outro a nossa vida muda. Estamos em mudança constante. De um segundo para o outro perdemos pessoas importantes na nossa vida, e por vezes basta um instante para encontrar alguém por quem temos andado à procura a vida toda, e ainda mais um segundo para voltar a perder, para depois conquistar novamente.
As mudanças do ciclo de vida são das mais variadas que se pode imaginar. Umas são para melhor. Outras são para pior. Mas todas elas fazem parte da vida. Umas por vezes não custam nada, mudar de estilo, mudar de pensamentos, mudar de emprego. Outras estão rodeiadas de sofrimento. Mudar de pais, mudar de amigos, mudar de amores.
Que acontece quando somos confrontados com estas mudanças e nada podemos fazer para o impedir? Sofremos naturalmente. Mas esse sofrimento fornece a energia necessária para viver. De certo modo sofrer faz com que exista uma vontade de procurar uma situação melhor. E isso implica mais uma mudança. Isto é, na realidade um ciclo vicioso, onde a única forma de o travar é a monotonia. E quem gosta disso? Ninguém. Por isso temos mais é que aceitar estas mudanças. Porque, quer se aceite, quer não, a vida é um instante muito breve onde de um momento para o outro acontece mais uma mudança que não podemos controlar. A mudança suprema, aquela em que passamos de um mundo para o outro, e não levamos nada conosco, apenas deixamos. Deixamos as recordações com que os vivos ficam de nós, e até essas recordações têm data de validade.
Por isso, não devemos tentar fugir às mudanças que cruzam o nosso caminho, mas sim enfrentar cada uma delas com coragem e com a idéia que essa mudança pode ser para melhor!