terça-feira, 17 de novembro de 2009

Parabêns Mãe...

Mãe, figura tão prematura na vida de um ser.

Conhecemos a nossa mãe ainda no ventre, não sabemos direito o que se passa aqui fora.
A mãe é uma figura que aparece tão cedo na nossa vida, que cerca de uns anitos,, depois do nosso nascimento é que temos consciência do papel importante que ela tem. Muitas vezes o grau de intimidade que temos com nossas mães é de nivel tão alto, que esquecemos que ela é o segundo maior presente que Deus pôde nos dar, sendo assim, as vezes chateamo-nos, fazemos caretas e tudo o que um filho sabe que faz.

Hoje eram 8h da manhã e já eu estava a improvisar um "bolo" e umas "velas". Saiu-me uma laranja com dois fosforos acesos....mesmo a tempo ela chegou á cozinha e cantei-lhe os parabêns!
Mãe queria o Mundo para te dar ( e o euromilhões também),
mas só tenho uma flor e um coração pequenino, carregadinho de amor.


Parabêns Mãe!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

dois contos...

Um menino que tinha um segredo

Certa vez, um homem pediu a um menino uma Flor….e uma Borboleta.
Esse menino disse: “Dou-te um cacto….e uma lagarta.”
O Homem ficou triste pois não entendeu porque o menino não lhe deu o que ele queria.
Porém, resolveu não questionar e aceitou o cacto e a lagarta.
Passado uns tempos , para sua surpresa, do espinho e feio cacto havia nascido a mais bela das flores, e a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta.
O menino foi ter com o homem e disse: “Mesmo que aos nossos olhos pareça estar tudo errado, quando menos esperamos, com paciência e com o dom de saber esperar, as coisas acontecem. Se você pediu uma coisa e recebeu outra confie. Tenha a certeza de que se pediu uma coisa e recebeu outra tem uma razão….nem sempre o que você deseja é o que você precisa. Siga em frente sem murmurar ou duvidar.”
O homem surpreso e emocionado disse: “ sim, entendi, o espinho de hoje….será a flor de amanhã.”
Ao seguir o seu caminho, virou-se para trás e perguntou: “Menino como é que te chamas?”

E o menino disse: “olha para dentro de ti.....tu sabes”…


“A Menina Sem Nome”

Uma pequena menina que passeava pela floresta, entre árvores gigantes, sombras, raios de sol e vários animais que na floresta moravam.
O céu está mais azul mas a menina não vê, as árvores dizem-lhe que está escuro lá fora e os anjos esperam que a menina adormeça.
Mas a menina não quer. Ela é uma menina que não sabe o seu nome e procura-o sem se cansar. Anda passo a passo e a cada passo, um caminho que percorre com a esperança que no final deste, saiba o seu nome. Dizem-lhe que é por não ter nome que tem um caminho para percorrer e assim ninguém a vai esquecer.
Olha á volta e tudo lhe parece tão grande, tão alto….até que alguém se aproxima dela. Uma formiguinha muito apresada e ansiosa diz-lhe: “Eu sou tua amiga menina sem nome. Vem comigo, deixa que a tua amizade goze da graciosa liberdade deste caminho no meio da floresta. Quando sentires o vento forte e a soprar contra ti, não tenhas medo. Eu vou contigo, sou tua amiga e á noite a estrela mais brilhante do céu e uma outra amiga irão até ao teu encontro. Guiar-te-ão de noite e não te faltaram companheiros de viagem. A amizade levar-te-á a um lago nunca antes sonhado.”
A menina decide então “embrulhar-se” nesta nova amiga e ir com ela….mas ela….ela é muito ansiosa, irrequieta e quer me ajudar muito depressa. Digo-lhe que preciso de descansar, a noite aproxima-se e a menina sem nome quer dormir. Aninha-se, então, nas raízes enormes de uma das milhares árvores da floresta e tapa-se com as folhas desta caídas.
Depois de um sono profundo a menina sem nome acorda. Ainda não é bem, bem dia quando olha para cima e num dos ramos da árvore vê uma Coruja. Esta aproxima-se dela e diz: “ Olá menina sem nome, eu também sou tua amiga, estou aqui para te guiar até ao Lago. Mas para isso, tens de te lançar na aventura da amizade.”
Disse-lhe ainda que quando se vê nos olhos de um amigo consegue descobrir-se a si mesma numa espécie de nova criação.
A menina abraçou a Coruja e esta, num sussurro, disse-lhe_ “O toque entre amigos é sagrado, pois faz a ligação entre o corpo e a alma.”
Preparou-se então para caminhar em direcção ao Lago, guiada pela sua nova amiga.
Passo a passo, no caminho a Coruja pisca-lhe o olho e a menina entende. Começa a nascer o dia, o sol torna-se agora a luz da floresta, os raios entram na floresta sem perguntar e fazem das sombras a minha companhia. A estrelinha mais brilhante do céu também foi….dormir, pensa a menina sem nome.
Á mediada que percorre o caminho sente que está a chegar ao fim.
Á sua frente está o Lago. Sabia que este lhe iria dizer o seu nome. Estava ansiosa mas também com medo. Quando olha á sua volta estava lá: as sombras que os raios de sol lhe ofereceram, a estrelinha a piscar, a Formiguinha sorrir e aos pulos, e por último a Coruja acompanhá-la.
Sentia ao mesmo tempo uma tristeza pois sabia que quando tivesse nome não os iria ter mais perto de si.
A Formiguinha disse-lhe: “Aceita a partida de um amigo com naturalidade. As despedidas permitem novos começos e novas experiências. Terás mais a dar-nos quando nos voltarmos a encontrar”.
Antes de olhar para o Lago a Coruja ainda lhe disse: “Deixa que o esplendor da nossa amizade se espalhe sobre cada uma de nós, como a luz através de um prisma. Juntas faremos um arco-íris que, de contrário, o mundo não chegaria a conhecer.
A menina sem nome olha então para o Lago e num profundo som, quase imperceptível ouve:
“Matilde…..matiiiilde…..óh matiiiilde”
Olha para cima….vê a sua mãe….
Baixinho ela diz:” Acorda filha… esta na hora de ires para a escola”…

sábado, 7 de novembro de 2009

Os mais fortes também caem!

A verdade é esta mesmo quando muitas vezes os outros olham para nós e vêm um exemplo de força e coragem...
... mesmo quando parece que nada nos afecta, que nada nos derruba...
... que de uma certa forma acabamos por serem intocáveis...
... é sobre essa forma que têm de nos ver e se esquecem...
... de que os que julgam ser os mais fortes tambem caem...
.. e que essa queda costuma ser maior, apesar de disfarçada ela está lá, a obscurecer a nossa vida... a encher os sentimentos antes optmistas e sonhadores, com as trevas, a dor, a desilusão...
... é esse esquecimento que os outros têm desse facto tende a obrigar a esconder a actuar, como se fossemos artistas em cena no palco do teatro da nossa vida...
... sempre com o sentimento de desonestidade, que nos corroi e acaba por destruir, apenas porque os outros se esquecem de que...
...os mais fortes tambem caem!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vazios em Tempos de Alegria

Vazios que têm de ser prrenchidos
Vazios que estão a ser preenchidos
Vazios ques estão cheios sem se saber
Vazios que criamos
Vazios que nos entristecem
Vazios que tentamos esquecer
Vazios obrigatórios
Vazios cultivados e alimentados pelo Tempo

Tempo que não temos
Tempo que queremos
Tempo que temos e nada fazemos
Tempo de Chuva acompanhado com lágrimas nossas
Tempo de Sol que parece passar depressa, porque são de Alegria

A Alegria,o optimismo sobrenatural e humano que são compatíveis com o cansaço físico, com a dor, com as lágrimas ,com as dificuldades na nossa vida interior, com os vazios e com o Tempo...
Alegria

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Alegria na Tristeza

Podemo nos entristecer por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos preparar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer dá dinheiro, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

domingo, 1 de novembro de 2009

Amiga com "a" grande!

Quando era criança brincava com Barbies, corria na rua, sobia as árvores e nelas contruia a minha nave espacial. Tinhamos amigos para jogaar á bola e odiava jogar ao elástico.Fui crecendo e dea infancia passei á adolescência. Aqui conheci-te. Imediatamente ficámos cúmplices. Ou era eu que ia buscar-te a casa de mota para as aulas, ou eras tu com o teu chaço a me apanhar á porta de casa. Sim, á porta, pois PONTUALIDADE é uma virtude ;)Falávamos horas a fio, ramo-nos até já não aguentarmos e choravamos quando a tristeza de adolescente parecia ser o fim do mundo. Criávamos a nossa própria história e a cada momento alterávamos o guião.Quando os nossos percursos seguiram caminhos diferentes encontrei muitas amigos e, seja ou não coincidência, encontrei alguém com o mesmo nome que tu, alguém com uns cabelos como os teus e com uns olhos da cor dos teus, e com a farse sempre dita "o que é que eu vou vestir!".. Porque no passado, no passado seguinte, neste presente, e no futuro, haverá sempre uma Isabela, assim como acredito que encontráste outra Gaby. Porém cada uma insubstituível. Cada à sua maneira
QUE NÃO SAIA DAQUI MAS TU BELA, ÉS E SEMPRE SERÁS A MINHA PREFERIDA.

ADORO-TE

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Encontro estrondoso

Uma mulher observava um rio, que corria velozmente, com sua água ondeando fazendo um forte barulho. Intrigada, a mulher perguntou ao rio:

- Por que tanta pressa, por que sais arrastando as margens, carregando mato e troncos? Por que tanto ruído se não vais a lugar nenhum?

- Isto é o que tu pensas. Eu tenho uma meta, um destino que preciso cumprir. – respondeu-lhe o rio sem parar de correr nem por um segundo.

- Que meta? Que destino é este? – insistia a mulher.

- Se queres saber, segue-me! – convidou o rio.

E a mulher, montando o mais rápido cavalo que encontrou, seguiu o rio que continuava lhe falando com voz estrondosa.

- Com minhas enchentes dou de beber à terra, fertilizando-a para a produção de alimentos que saciarão a fome de homens e bichos. O mato que carrego é comida para os peixes que vivem em mim, mais uma fonte de alimento, além de aplacar a tua sede, a dos animais e aves; desço cachoeiras, serpenteio florestas e vales. Que destino mais grandioso eu poderia desejar?

- E depois de tudo isto, para onde vais? – quis saber a mulher acelerando o passo do seu cavalo.

- Depois de tudo, amiga, vou a um encontro. Um forte e estrondoso encontro de amor na minha foz com as águas do mar. – disse o rio suspirando dengoso.

- E como acontece o encontro? Disseste que é estrondoso...

- Sim. Antes de eu chegar há uma calmaria, um momento de silêncio. Tudo pára, o vento parece não soprar. É como um instante de oração e, depois, nossas águas se unem num forte abraço. Pense em duas enormes rochas uma batendo na outra, daí o forte estrondo que se dá. Jamais verás um milagre igual.

A lua, já no meio do céu, sorrindo e banhando-se na água do rio dizia:

- Não te esqueças de dizer a ele que eu faço parte da tua vida. Que é por causa das minhas fases e dos meus equinócios que a tua água se avoluma causando o forte estrondo. Eu não sou a lua só dos namorados, a que mexe com sentimentos românticos, também sou dos rios e dos mares. – completou, dando uma piscadela para o rio.

Finalmente, rio e mulher chegaram ao local do encontro. E a mulher, descendo do cavalo e posicionando-se em lugar seguro, pôde apreciar o mais belo espetáculo da natureza. O encontro da água do rio com a do mar resultando num encontro estrondoso.